Friday, March 30, 2007

A vida de um camionista

“Vocês sabem que na realidade não existe nenhuma empresa em Portugal a trabalhar legal, caso contrário fecha as portas” Reunião de um patrão perante alguns trabalhadores (camionistas) em que o tema de debate era se havia de pagar os fins-de-semana passados fora. A resposta foi rápida: “não claro que não”

In: http://gandratruck.blogspot.com/

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Monday, February 5, 2007

Gafe ou talvez não!

Um homem nunca deve envergonhar-se por reconhecer que se enganou, pois isso equivale a dizer que hoje é mais sábio do que era ontem. (Jonathan Swift)

O ministro da Economia, Manuel Pinho deveria ter esta consciência crítica! Não retirar a declaração porque já está dita e, infelizmente, não deixam de ser verdade! Milhões de portugueses (sobre)vivem com um salário de miséria… Manuel Pinho (sobre)vive com um modesto salário de ministro de um país onde o fosso entre ricos e pobre está cada vez maior.

O mínimo exigível ao ministro era um pedido de desculpas formal pela inadequação das declarações.

O mínimo exigível ao primeiro-ministro que governa com maioria absoluta este país era não pactuar com os ataques de insanidade do ministro.

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Tuesday, December 19, 2006

A representação da bondadesinha…

“A Responsabilidade Social das Empresas deve significar um acrescento àquilo que é a obrigação do cumprimento dos direitos mínimos, dos direitos que estão na Lei, e não surgir como actos de ‘bondade’ em substituição à Lei. (…)”

 

Carvalho da Silva

 


 
in: http://www.apsiot.pt/download/Boletim_56_57VF.pdf

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Monday, December 18, 2006

Os gnomos de serviço!

Toda a gente sabe que os brinquedos não são feitos por gnomos no Pólo Norte : ) 

 

A maioria dos brinquedos que compramos vêem de fábricas na Ásia, contratadas pelas grandes companhias do sector, que se aproveitam da fraca legislação laboral e ambiental desses países.
 
Vários relatórios denunciam que nas fábricas desses países os trabalhadores enfrentam graves problemas:Árduas jornadas de trabalho. Muitas companhias foram denunciadas por fazerem turnos de até 20 horas, 7 dias por semana, com salários abaixo do salário mínimo.Problemas de saúde e segurança no trabalho. São frequentes as denúncias de acidentes, intoxicações, contágios e até mortes por excesso de trabalho.Falta de direitos sindicais. Coacção, falta de liberdade para organizar-se sindicalmente e defender os seus direitos ou promover a negociação colectiva.Trabalho infantil. Foram detectados casos de menores, entre os 7 e os 15 anos, a trabalhar jornadas de 15 horas. Discriminação de várias ordens. Na maioria dos casos denunciam-se salários inferiores para as mulheres e ausência de direitos de maternidade.

 

Este Natal ofereça um brinquedo!

 

Mas antes disso certifique-se que a sua produção respeitou os Direitos Humanos e os Direitos Laborais.

 

in: http://alternativa.comercio-justo.org

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Thursday, October 12, 2006

A mulher no mundo de trabalho!

Uma jovem acaba o secundário e decide que o melhor futuro é apostar num curso superior…

Concorre à Universidade, entra e passa quatro/cinco anos (bom daqui a uns tempos já não será assim!) da sua vida a dar o melhor de si para que o andamento do curso seja realizado com o melhor sucesso.

ACABA O CURSO! Está na altura de pensar no futuro, depois dos anos de protecção da Universidade.

O primeiro emprego, um desafio!

O primeiro contrato, uma realização.

O desemprego…

O desespero na procura de novo emprego/trabalho!

O casamento… há mais vida para além do trabalho.

A oportunidade de trabalho a recibos verdes com a promessa de uma contratação futura…

Uma gravidez, apesar de tudo a grande realização (da generalidade) das mulheres é a maternidade!

Anos de esforço a vestir a camisola da empresa… a tempo inteiro. 

Entretanto no trabalho, a promessa de uma contratação é realizada com um despedimento!

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Wednesday, September 13, 2006

Mas quê, meu Jacinto!

“Mas quê, meu Jacinto!

A tua Civilização reclama insaciavelmente regalos e pompas, que só obterá nesta amarga desarmonia social, se o Capital der ao Trabalho, por cada arquejante esforço coma migalha ratinhada. Irremediável é, pois, que incessantemente a plebe sirva, a plebe pene!

 A sua esfalfada miséria é condição do explendor sereno da Cidade. Se nas suas tigelas fumega-se a justa ração de caldo não poderia aparecer nas baixelas de prata a luxuosa porção de foie gras e tubaras que são o orgulho da Civilização. (…) E um povo chora de fome e da fome dos seus pequeninos para que os Jacintos, em Janeiro, debiquem, bocejando, sobre pratos de Saxe, morangos gelados em champanhe e avivados de um fio de éter.”

 

Eça de Queirós, A Cidade e as Serras

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Wednesday, June 14, 2006

A desaparição do homem e a mecanização completa

“Cada posto de trabalho é concebido como um elemento de uma máquina complexa, que seria a totalidade da fábrica. Os postos de trabalho subsistem apena porque ainda não foi possível mecanizar determinadas actividades. Assim, o ideal é, de facto, a desaparição do homem e a mecanização completa. Cada vez que uma tarefa é complexa, é decomposta para se tornar mecanizável. A parte não mecanizável deixa-se ao homem, mas um homem que a organização burocrática do trabalho tornou tão próximo de uma máquina quanto possível

                                                                                                                                                           ORTSMAN, Oscar, Mudar o Trabalho

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