Vida comunitária precisa-se!
A sociedade capitalista actual controla melhor os indivíduos sós. Por isso incita ao egoismo e ao individualismo.
Contra tal facto, unamo-nos e criemos uma vida feita em comum…
A sociedade capitalista actual controla melhor os indivíduos sós. Por isso incita ao egoismo e ao individualismo.
Contra tal facto, unamo-nos e criemos uma vida feita em comum…
Desta Páscoa o grande ensinamento que tiro diz respeito ao amor.
Todo o nosso mundo e toda a nossa vida seria mais fácil se fosse dirigida por um amor singelo, espontâneo e generoso.
Para isso basta/bastaria trabalhar com o coração.
Pôr o coração naquilo que fazemos.
Não somos máquinas, somos pessoas e pessoas com coração.
“Há quem diga que é um tempo a que falta amor.
Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros.
Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.
E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão. “
Eugénio de Andrade, in ‘Os Afluentes do Silêncio’
Pela primeira vez em África (o ano passado o FSM decorreu também no Mali - Bamako, mas também em Caracas e Karachi), o Fórum Social Mundial pretende chamar a atenção para todos os maleficios a que o capitalismo nos leva.
Apesar de todas as críticas que podem ser apontadas à organização deste Fórum ele constitui sem dúvida a outra face da moeda:
A face justa, democrática e solidária.
Algumas palavras de ordem deste FSM:
“Um outro mundo é possível”
“Geoge W. Bush o terrorista número um do mundo”
“Mulheres não são propriedade”
“O neo-liberalismo não é a única opção”
O Fórum Económico Mundial convidou para o seu encontro anual de 24 a 28 de Janeiro de 2007 as multinacionais mais poderosas do mundo, assim como os chamados «VIP’s» dos meios políticos e da sociedade mundial. É neste mundo fechado que os auto-proclamados «dirigentes globais» querem planificar, entre eles, o futuro do Mundo.
No interior deste clube escolhido, por detrás de uma fachada que pretende fazer aparecer o capitalismo como a única forma de sociedade possível, são o lucro e o estatuto social que são a referência.
Para eles a exploração faz parte da ordem natural das coisas e as violações dos Direitos Humanos ou a destruição desenfreada do meio ambiente não passam de detalhes insignificantes. Uma das consequências são os milhares de seres humanos que, por causa da pilhagem dos recursos dos seus países e do apoio dado aos regimes de terror que aí governam, arriscam as suas vidas e sujeitam-se a condições desumanas para procurarem um novo futuro no seio da «fortaleza Europa» ou do «sonho americano».
Depois da visita do alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados, um habitante do Chade desabafa com um jornalista: “Eles (militares do Chade) só vieram por causa da visita do alto comissariado, depois vão embora e voltam os vestidos de verde (milícias armadas) para transformar o Chade num território islâmico”.
Muitas pensam que o extermínio está restrito ao território do Darfur (Sudão). No entanto, o genocidio de milhares de africanos negros está a alargar-se aos países vizinhos, esta vaga de insegurança trás consigo, mais pobreza e mais subdesenvolvimento…
Alguém se importa? Onde fica mesmo o Chade?
Pois é, neste novo ano que agora começa deveriamos preocupar-nos em conhecer melhor a geografia mundial… E com ela DAR VALOR À DIVERSIDADE! Um mundo de iguais é uma hipocrisia!
O mundo assinala hoje o Dia Mundial da Paz, mas estamos MUITO LONGE de saber o verdadeiro significado destas três letras: P A Z. O seu significado é vivido por muitas culturas que habitam este planeta, ainda que esta paz se restrinja, somente, à ausência da guerra, feita com armas de fogo.
Caso para perguntar: o que é a guerra? A guerra feita indeliberadamente por alguns países, senhores do capitalismo, é a mesma guerra? Ou é outra?
Será necessário reinventar o conceito PAZ ou o conceito GUERRA? Ou os dois?
A data surgiu em 1968 para chamar a atenção da humanidade da necessidade da existência de um convívio salutar. Porém, apesar de tudo, a humanidade vai-se combatendo de forma violenta e privilegia a sofisticação das técnicas e instrumentos de morte, em detrimento da criação de condições que permitam elevar o nível de vida dos habitantes da terra, sejam os do Darfur, sejam os de Nova Iorque.
Ao invés da paz, que devia reinar entre os homens, a humanidade vai assistindo a batalhas apocalípticas que praticamente tiram a possibilidade de se ter alguma esperança de paz efectiva na terra.
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
Pois bem, o título deste texto não é por acaso, e não, eu não vou escrever nenhuma carta ao Pai Natal, apenas vou fazer uma pergunta: Afinal quem é o Pai Natal?
A resposta a esta pergunta é dada de diferentes formas. Para uma criança o Pai Natal é um senhor gordo de barbas brancas e que adora crianças, por isso fica toda a noite de pé só para poder distribuir todos os seus presentes. À medida que vamos crescendo, vamo-nos apercebendo de que o Senhor Simpático de Vermelho, não é bem como nós pensávamos que era. É apenas uma invenção dos mais velhos para nos portarmos bem e podermos sonhar, porque afinal de conta, na infância o que importa é mesmo sonhar…
E agora? Cada vez que se fala em Pai Natal é no sentido de brincarmos com a nossa inocência de outrora, mas será que é assim que pensamos? Pensando bem o Pai Natal resume-se a alguém que ajuda e que tenta dar um pouquinho mais de alegria àqueles que a merecem, as crianças.
Pois se calhar o Pai Natal existe mesmo, na realidade o mundo está cheio de pais Natais, voluntários, que se dedicam a ajudar o próximo especialmente nesta época que, por alguma razão, nos abre os corações e nos torna mais receptivos e mais solidários a ajudar.
Para todos aqueles que já são mais “crescidinhos”, deixo uma pequena nota: o Pai Natal não tem que ser humano, o Pai Natal pode apenas ser um gesto, um sentimento ou algo de bom que se tenha para com alguém em troca de apenas uma coisa: um SORRISO!!!!
Provavelmente todos temos um Pai Natal dentro de nós, o meu conselho é que o deixemos sair, por isso toca a vestir o fato vermelho, peguem nos sacos e espalhem a alegria por esse mundo fora!!!
Feliz Natal
Sofia A. Vala
O que FIZ hoje? Poderia dizer: o mesmo que fiz ontem, ou anteontem ou até o mesmo que fiz no mês passado!
No entanto, não fiz rigorosamente NADA!
É impressionate a representação do trabalho que a sociedade capitalista nos impõe! Estás das 9h da manhã às 18h numa mesma sala, com as mesmas pessoas à tua volta… e com um mesmo computador que TE ESCRAVIZA e que te obriga a estares sempre ali… ou pelo menos em corpo!
O que PODERIA ter feito hoje?
Alguma coisa que me desse prazer fazer, que me motivasse enquanto ser humano, que me aproximasse mais de mim e do mundo!
A verdade é que precisamos de dar o NOSSO grito do Ipiranga e ver-nos livres do jugo desta sociedade justa para todos? Obviamente NÃO!