Direito de reacção!
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Os EUA que sempre apoiaram as iniciativas iraquiana na região. Decidiram, depois do 11 de Setembro, arranjar um bode expiarório, para expiar as suas culpas por se preocuparem sempre em guardar a casa do vizinho.
Depois deste acontecimento, George W. Bush nomeia o Iraque a par do Irão e da Coreia do Norte, o «eixo do mal», acusando-os de terrorrismo e de procederem ao armazemnamento de armamento nuclear.
A 20 de Março de 2003 o Iraque é invadido por tropas dos EUA e do Reino Unido, alegando a existência, ali, de armas de destruição maciça. Nunca se confirmou a existência de tais armas.
Dois anos depois da sua captura e posterior desaparecimento (nas mãos das tropas americanas – excepção foi a sua presença em tribunal no dia 1 Julho 2004), Saddam começa a ser julgado, acusado de crimes contra a humanidade.
“Responsabilizar Saddam Hussein pelas violações de direitos humanos generalizadas cometidas pelo seu regime é absolutamente correcto, mas para fazer justiça é necessário que o processo seja imparcial e, infelizmente, este não foi o caso”
“O julgamento deveria ter constituído um marco no estabelecimento de um estado de direito no Iraque após décadas de tirania de Saddam Hussein. Foi uma oportunidade falhada.”
Malcolm Smart, Director do Programa Regional para o Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional
Curiosamente não há muito tempo li O poder dos sonhos de Luís Sepúlveda
O autor referia-se ao facto dos constantes adiamentos do julgamento do ditador, iriam acabar por ditar uma morte anunciada para Pinochet sem que este tenha sido julgado pelas atrocidades cometidas contra o povo chileno.
O destino quis que o ditador morresse justamente no Dia Internacional dos Direitos Humanos, dia 10 de Dezembro.
Duas realidades tão distantes: a vida de Pinochet e a luta pelos direitos humanos cruzam-se ou entrecruzam-se assim num mesmo dia fatídico: pela morte de Pinochet, para uns e pelo facto de ter de haver um dia internacional dos direitos humanos, sinal de que há muito ainda para fazer no que a eles diz respeito!
APELO: tal como veio a público dizer a Amnistia Internacional a morte de Augusto Pinochet deve servir de tomada de consciência das autoridades chilenas [e de outros governos no mundo] e lembrar-lhes a importância da celeridade da justiça para crimes contra os Direitos do Homem - a que Pinochet escapou ileso