Saturday, February 24, 2007

E agora Jardim?

É fácil governar para Jardim quando se tem os bolsos cheios de dinheiro vindo do continente, que ele tanto acusa e despreza. Difícil é governar uma região quando temos de recorrer ao próprio suor para o fazer…


 

Num “país normal” as pessoas amam a democracia, não se agarram ao poder até não puder mais! Será Jardim um “tigre de papel” que à primeira grande adversidade desistiu?? Pois é, para se combater as políticas neo-librais do governo é preciso mais do que espernear, fazer birrinha e dizer palavrões; é preciso lutar e agir com responsabilidade.

 

Como dos fracos não reza a história o país irá julgar, por si, os bons e maus decisores… É nas pequenas coisas que se vêem os grandes líderes…

Posted by BSC at 12:46:18 | Permalink | Comments (2)

Thursday, February 22, 2007

E o capitalismo?

Tudo tem o seu tempo.
Nada podemos contra os cabelos brancos, senão pintá-los.
Nada podemos contra os anos, senão envelhecer.
Nada podemos contra a morte, senão chorá-la.
Nada podemos contra o passado, senão guardá-lo.
Nada podemos contra as lágrimas, senão limpá-las.
Nada podemos contra as rugas, senão tentar disfarçá-las.
Nada podemos contra o presente, senão vivê-lo.
Nada podemos contra a tristeza, senão tentar sorrir.
Nada podemos contra o tempo, senão dar-lhe tempo.
 
 
E o capitalismo?? Ainda tem o seu tempo…. ou já teve?
E o imperialismo?
Infelizmente continuam bem enraizados… De quem é essa água que os faz florescer a cada dia? De quem é esse fertilizante que os faz verdejar todos os dias? De quem é esse vaso no qual eles crescem e se desenvolvem…..
 
Pois é o vaso é o nosso planeta….
Que fazemos nós para alterar essa situação: NADA!
 
Posted by BSC at 11:19:31 | Permalink | No Comments »

Sunday, February 11, 2007

Referendo: sim ou não?

“O REFERENDO é um instrumento de democracia directa por meio do qual os cidadãos eleitores são chamados a pronunciar-se por sufrágio direto e secreto, a título vinculativo, sobre determinados assuntos de relevante interesse.”

Fonte: wikipedia

Em Portugal nos três referendos realizados até ao dia de hoje provou-se que uma grande maioria dos portugueses não gosta da participação democrática! Só um foi vinculativo… 

28 de Junho de 1998

Abstenção: 68,00%

11 de Fevereiro de 2007 

Abstenção: 56,39%

 

Anderemos, porventura, distraidos?

Talvez não… É a democracia que temos. Temos de aceitar como tal.

VIVA A DEMOCRACIA… mesmo com todos os senãos…

Posted by BSC at 23:06:56 | Permalink | No Comments »

Monday, February 5, 2007

Direito e dever cívico

Há uma crise de participação democrática a todos os níveis e daí resulta a inevitável crise de dirigentes de que nos queixamos. Precisamos de romper com este ciclo vicioso de alienação e indiferença pela racionalização consciente das nossas responsabilidades, pelo exercício cabal dos nossos direitos, pelo orgulho, por ventura pequeno mas necessário, de vestir a camisola da cidadania.

 

Ser cidadão não é nada mais do que assumir presença consciente nos destinos do colectivo, uma árvore com vitalidade no desenho forte da floresta segura e com futuro.


 

Adaptado de Gomes Fernandes, Jornal de Notícias, 29 de Agosto de 2001

 

 

No referendo do próximo domingo os resultados são imprevisíveis! Será porventura este referendo vinculativo? 

A cobardia do povo português é impressionante! O lema é “antes abster-me que tomar uma decisão”.

 

Não sou apologista do voto em branco, pelo menos neste tipo de consulta popular muito mais civil/cívica do que política! No entanto, ele pode revelar-se uma força em certas circunstâncias.

 

O lema deveria ser “Voto em/com consciência” E espero que o seja…

 

 

Posted by BSC at 14:21:34 | Permalink | No Comments »

Gafe ou talvez não!

Um homem nunca deve envergonhar-se por reconhecer que se enganou, pois isso equivale a dizer que hoje é mais sábio do que era ontem. (Jonathan Swift)

O ministro da Economia, Manuel Pinho deveria ter esta consciência crítica! Não retirar a declaração porque já está dita e, infelizmente, não deixam de ser verdade! Milhões de portugueses (sobre)vivem com um salário de miséria… Manuel Pinho (sobre)vive com um modesto salário de ministro de um país onde o fosso entre ricos e pobre está cada vez maior.

O mínimo exigível ao ministro era um pedido de desculpas formal pela inadequação das declarações.

O mínimo exigível ao primeiro-ministro que governa com maioria absoluta este país era não pactuar com os ataques de insanidade do ministro.

Posted by BSC at 10:48:59 | Permalink | No Comments »

Friday, February 2, 2007

Que tempo é o nosso?

 Há quem diga que é um tempo a que falta amor.

Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros.

Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.

E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?

Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão.
 Eugénio de Andrade, in ‘Os Afluentes do Silêncio’

Posted by BSC at 15:50:19 | Permalink | No Comments »