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O julgamento de Saddam, como li algures, “ficará para a história como uma das mais grotescas caricaturas da justiça internacional.” Apesar de ser apresentado como um exercício da democracia iraquiana, ele foi dirigido ao milimetro pela administração Bush.
A dignidade de j(ul)gadores e do réu:
Em tribunal, Saddam soube lutar contra uma força muito maior que a sua, a força do impirialismo americano, que pela sua acção totalitária exigiu o julgamento do “amigo” Saddam, assim apelidado por Rumsfeld aquando de uma visita do mesmo imperialismo, no ano de 1983.
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Nos jornais a reacção da execução de Saddam:
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“A execução de Saddam Hussein foi condenada pelos governos Europeus e pelo Vaticano e aplaudida pelos Estados Unidos. O presidente norte-americano, George W. Bush, acredita que a morte do ditador vai ajudar a construir a democracia no Iraque.”
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Na morte Saddam foi corajoso, apesar daqueles que com ele estavam não saberem respeitar a sua dignidade enquanto homem condenado à pena capital por enforcamento: esta morte pode levar até três minutos.
A vingança de Saddam é ele ser um ditador sanguinário com o direito de ser reclamado por muitos iraquianos como herói ou mártir.
Vencedores e vencidos estão derrotados.
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