Friday, June 23, 2006

Os objectivos de desenvolvimento do milénio serão uma fraude?

 

Com vista a resolver o ciclo vicioso de subdesenvolvimento, os países membros da ONU assinaram, em conjunto, na Cimeira do Milénio (Setembro de 2000) a Declaração do Milénio, que fixou 8 objectivos de desenvolvimento específicos a serem atingidos até 2015. De entre estes objectivos são de destacar, face à problemática aqui em análise os seguintes:

1.      Erradicar a pobreza extrema e a fome


2.      Alcançar a educação primária universal 3.      Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres 4.      Reduzir a mortalidade infantil 5.      Melhorar a saúde materna 6.      Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças 7.      Assegurar a sustentabilidade ambiental 8.      Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento

    Estamos em 2006 e continuam a existir profundas e crescentes desigualdades entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, que são tanto mais gritantes quanto se têm em consideração as situações de miséria que se vivem nos países subdesenvolvidos. As crianças e as mulheres são as que mais sofrem esta desigual distribuição da riqueza, fazendo-se isto sentir ao nível dos cuidados primários de saúde, subnutrição, iliteracia e respeito pelos Direitos Humanos. Uma situação igualmente dramática é a dos povos indígenas que cada vez mais vêm os seus territórios ser reduzidos pela crescente especulação fundiária existente nestas regiões do planeta.

 

    Coloca-se uma questão pertinente! Afinal porque e para quem foram feitos estes objectivos?

 

   A resposta parece-me clara: foram feitos pelos países capitalistas centrais para fazer crer à maioria da Humanida que o desenvolvimento é possível. Porém, não será somente possivel um real desenvolvimento com um novo modelo social, económico e político longe das políticas neo-liberais estabelcidas pelos países centrais?

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Monday, June 19, 2006

Capitalismo = aberração no desenvolvimento humano

 

“O capitalismo, tal como é praticado, é uma lucrativa e insustentável aberração do desenvolvimento humano. O que pode ser chamado de “capitalismo industrial” não o é, conforme os seus próprios princípios de prestação de contas. Ele liquida o seu capital e chama a isso rendimento. Despreza a atribuição de qualquer valor ao maior stock de capitais que emprega – os recursos naturais e os sistemas vivos, bem como os sistemas sociais e culturais, que são a base do capital humano.”
 Adaptado de Hawken, Lovins e Lovins (1999), Natural Capitalism

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Friday, June 16, 2006

 

A economia neo-liberal caracteriza-se por dois traços centrais, por um lado, ela é dominada pelo sistema financeiro e pelo investimento à escala global e, por outro lado, os processos de produção são cada vez mais flexíveis e multilocais, não obstante a perde de poder dos trabalhadores locais face às grandes multinacionais sempre à procura de mais ao mais baixo custo. Uma das transformações mais radicais produzidas pela globalização económica neo-liberal reside na enorme concentração de poder económico nas mãos das empresas multinacionais.

Por tudo isto, gera-se um processo desigual de acesso aos meios de produção entre os países do Norte e os países do Sul. O fosso de desenvolvimento entre estes dos blocos é cada vez mais significativo.

 

Boaventura de Sousa Santos responde a este movimento de globalização hegemónica com um movimento de globalização contra-hegemónica perpetrada a partir do local, com o auxílio dos velhos e dos novos movimentos sociais!

 

Tal como diz Marx escreveu: “contra a globalização do capital, globalizemos a luta”!

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Wednesday, June 14, 2006

O milagre da multiplicação capitalista

O sistema capitalista é um sistema auto-destruidor, que ignora as questões ambientais, dado o seu carácter imediatista. Mas, não se pode perder tempo com questões menores… o que importa aqui é a multiplicação do vil metal!

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A desaparição do homem e a mecanização completa

“Cada posto de trabalho é concebido como um elemento de uma máquina complexa, que seria a totalidade da fábrica. Os postos de trabalho subsistem apena porque ainda não foi possível mecanizar determinadas actividades. Assim, o ideal é, de facto, a desaparição do homem e a mecanização completa. Cada vez que uma tarefa é complexa, é decomposta para se tornar mecanizável. A parte não mecanizável deixa-se ao homem, mas um homem que a organização burocrática do trabalho tornou tão próximo de uma máquina quanto possível

                                                                                                                                                           ORTSMAN, Oscar, Mudar o Trabalho

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Pequeno-almoço com cereais de milho, leite e café!

            Muito provavelmente as pessoas que produzem o seu pequeno-almoço estão a ser exploradas e oprimidas devido às distorções e injustiças do comércio mundial. Na ementa do seu pequeno-almoço vamos incluir cereais de milho, leite e café!


 

            Uma taça de cereais de milho…

            Os cereais são uma boa forma de começar o dia, são ricos em fibra, energéticos e, ainda por cima fáceis de preparar! No entanto, não é assim para os produtores de milho mexicanos. O mercado mexicano está a ser invadido por quantidades astronómicas de milho norte-americano, destruindo assim o meio de subsistência de milhões de mexicanos.

            O México é um dos principais produtores mundiais de milho. No entanto, segundo dados (de 1994) da Oxfam Internacional, a chegada de milho mais barato dos EUA significa, continuamente, a ruína dos produtores mexicanos. Muitos já abandonaram o cultivo da terra para migrarem para as grandes cidades, onde cada vez há uma maior concentração humana o que degrada as infra-estruturas e tem outras consequências, mais graves, como a subida a pique do desemprego destas zonas do México.

            José Magdaleno, produtor de milho de Chiapas, afirma: “As importações estão a esmagar os pequenos produtores. Em menos de uma década, o milho subsidiado (vindo dos EUA) obrigou à deslocação de famílias inteiras que cultivavam milho com êxito há dezenas de anos”.

            E esta, heim?

 

            Com um pouco de leite…

            Para tornar os cereais mais apetecíveis e saborosos, nada melhor do que um pouco de leite! Até há bem pouco tempo a indústria jamaicana tinha uma boa saúde, certo dia, depois de pressionado pelo Banco Mundial o Governo decidiu abrir o mercado de lacticínios às exportações. Foi uma mudança radical, quantidades enormes de leite em pó, vindos da Europa dos subsídios a preços baixíssimos, invadiram os mercados locais, arruinando os produtores locais.

            Fiona Black, do Dairy Herd Services, alerta hoje: “Pedimos à Europa, por favor, ponham termo a esses subsídios. Estão a destruir os países em desenvolvimento.”

            E esta, heim?

 

            E um café, para acordar…

            Em 1962, para evitar as oscilações do preço do café, os principais países produtores e importadores, com patrocínio da ONU firmaram o primeiro Acordo Internacional do Café. Mais tarde, em 1989, Os EUA não assinaram um novo acordo, sob pretexto de que os países produtores estavam a vender o café através de subterfúgios a baixo preço, aos países de Leste.

            Neste novo contexto, o mercado do café ressentiu-se, originando uma crescente descida dos preços. O que não é dito é que esta oscilação dos preços afecta, e muito, a vida dos produtores, sobretudo os jornaleiros. No caso dos pequenos produtores, o preço do café – única fonte de receita – , decide coisas tão básicas como a ida dos filhos à escola.

            Cem milhões de pessoas no Hemisfério Sul dependem exclusivamente do cultivo e transformação deste bem para a sua sobrevivência. No Uganda, para referir apenas um exemplo, ¾ da população recebe o seu sustento pelo cultivo e venda do café.

            E esta, heim?

           

O açúcar, com os cereais ou com o café…

            Será açúcar de Moçambique? É pouco provável! Moçambique pode gabar-se de possuir a indústria açucareira com os custos de produção mais baixos do mundo. Apesar disso, o país não tem possibilidade de competir no mercado internacional.

            A UE inunda os mercados dos países pobres com toneladas e toneladas de açúcar de beterraba, açúcar produzido graças a elevados subsídios e vendido nos países em desenvolvimento a preços irrisórios.

            Nos últimos anos a UE tem concedido a Moçambique 170 milhões de euros a título de ajudas de emergência e desenvolvimento, incluindo uma verba para ajudar a “melhorar e desenvolver as comunidades agrárias rurais”. Parece um pardoxo, mas é verdade!

            Afinal, não beneficiariam mais, todos os produtores do Hemisfério Sul, se o comércio fosse, para além de livre, justo e solidário para com os países em desenvolvimento?

 Já agora, bom pequeno-almoço!!!!    Texto adaptado de João Fernandes, no âmbito da Iniciativa “PONTES entre o Comércio e o Desenvolvimento Sustentável”, promovida pela OIKOS

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Friday, June 9, 2006

COMÉRCIO JUSTO

 
Comércio Justo o que é?

Uma parceria entre consumidores e produtores num comércio com princípios e com justiça.

O comércio justo…

  • Garante um salário digno aos produtores (operários) protegido das manipulações do mercado;
  • Estabelece relações comerciais duradouras, paga o produto por adiantado e permite a planificação a longo prazo;
  • Rejeita a exploração laboral das crianças;
  • Defende que para igual trabalho, igual remuneração, Homem ou Mulher;
  • Permite que a produção realize uma exploração sustentável dos recursos naturais, de forma a que possam ser utilizadas também por gerações futuras;
  • Promove a criação de associações, micro-empresas e cooperativas que potenciam o desenvolvimento das sociedades rurais;
  • Assegura que os produtores dediquem uma parte dos seus lucros às necessidades básicas das suas comunidades: saúde, educação, formação laboral, etc.

Para saberes mais consulta….

http://www.alternativa.comercio-justo.org

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Wednesday, June 7, 2006

Salário!

“A relação salarial é um modo de socialização dos indivíduos próprio do capitalismo e, por isso, irredutível à socialização mercantil” DRUGMANN, B.

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Friday, June 2, 2006

Porquê um mundo melhor…

Porque vivemos num mundo onde o fosso entre ricos e pobre é cada vez maior! Eu acredito que é possível um novo mundo, longe da acumulação capitalista per si! Um mundo onde TODOS poderão beneficiar dos recursos disponíveis sem hipocrisias nem interesses obscuros por trás…

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