Monday, May 28, 2007

Dever cumprido!

Depois de quase um ano de luta, este blog cumpriu hoje a sua derradeira missão.

Novas lutas em http://porummundomelhor.blog.com

 

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O desenvolvimento EXIGE cultura

Sem uma elevação geral dos níveis de cultura de uma população não é possível elevar nem o nível de exigência cultural e cívica, nem generalizar a transparência de relacionamento entre sociedade civil e administração pública.

A desqualificação cultural da sociedade portuguesa e o seu constante adiamento colocam-nos à margem do processo de desenvolvimento. Colocam Portugal no des-desenvolvimento.

Adapatado de Schmidt, Luísa in Única (Expresso, 26 de Maio de 2007)

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Saturday, May 26, 2007

O que é a vida? Um jogo de xadrez.

Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.
À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra,
E agora esperava o adversário,
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.
Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas…
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.
Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.
Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo os filhos.
Mesmo que, de repente, sobre o muro,
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indiferentes.
Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranquilos e os avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre
Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.
Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranquila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.
O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganhaa um jogador melhor.
A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece…
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada
Ah! sob as sombras que sem qu’rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele, os parceiros e o xadrez
A sua indiferença.

Ricardo Reis, 1916
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Thursday, May 24, 2007

Precários do mundo, uni-vos!

Qualquer dia vira moda frequentar estágios não remunerados até à idade da reforma!

Os candidatos serão assim tão coniventes que deixam que estas situações se arrastem por termo indefinido e se multipliquem?

Deixo aqui um apelo aos precários deste país… Por uma política de excelência no que ao recrutamento e selecção diz respeito NÃO ACEITEM trabalhar neste tipo de condições!

É imoral  e injusto que se aproveitem das nossas qualificações para poderem encher os bolsos à custa de menos um salário.

Posted by BSC at 21:26:06 | Permalink | Comments (1) »

Monday, May 21, 2007

Dá vontade de rir…

Ontém fui à missa! Até aqui nada de anormal…

Nos avisos finais o padre fez saber aos crentes que a Câmara Municipal de Aguiar da Beira faz saber (perdoem a redundância, mas estou a tentar ser o mais fiel possivel ao discurso) que o Ex. Sr. Presidente da República (o nome não é relevante) vai inaugurar no próximo dia 25 de Maio com pompa e circunstância o novo estádio municipal de Aguiar da Beira e depois… irá ser servido pela Câmara Municipal um lanche para todos os munícipes do concelho.

Querem eles dizer que há dinheiro para servir um lanche a 6270 pessoas (dados de 2004) . No entanto, as verbas escasseiam para se promover o emprego neste concelho do interior do país… Há, portanto, dinheiro para tapar os olhos ao Zé Povinho com um pseudo-lanche igualitário para todos os munícipes, no entanto só se procura matar a fome às barrigas menos famintas do concelho: os lambe-botas do costume!

…… mas é verdade!

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Wednesday, May 16, 2007

Afinal há dinossauros portugueses?

Em mais uma newsletter da Ciência Hoje descobri que afinal e, para meu espanto, há dinossauros portugueses…

A nacionalização daquelas grandiosas e maravilhosas criaturas vai bem e recomenda-se. É isso que depreendo da notícia! Não serão os dinossauros (penso eu) criaturas que viveram muitos milhões de anos antes do Homem aparecer e muito antes de existir a ideia de Estado com direito de nacionalidade e tudo?

É uma dúvida que ficou depois de ter visto que a Lourinhã apresentou ao público 2 maravilhosos exemplares da espécie portuguesa de dinossauros… ah! tinha-me esquecido: os portugueses são de facto fantásticos!

O que é nacional é bom! Ou pelo menos os dinossauros…

 O mesmo não se pode dizer dos jovens ou melhor da geração rasca que o quer é que Portugal deixe de ser uma país de caciques e que passe a ser um país que premeia os recursos humanos pelo mérito, na verdadeira acepção da palavra, não o mérito do fulano de tal, grande amigalhaço do pseudo-empresário recrutador ou melhor selecionador…

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Wednesday, May 9, 2007

O lucro pelo lucro

A procura irresponsável do lucro pelas empresas está a destruir o planeta e especialmente os países em desenvolvimento… Sob pretexto de investir o mundo imperialista está a arruinar o ambiente natural e a favorecer a criação de cleptocracias.

Adaptado de John le Carré, O Fiel Jardineiro

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Monday, May 7, 2007

Vida comunitária precisa-se!

A sociedade capitalista actual controla melhor os indivíduos sós. Por isso incita ao egoismo e ao individualismo.

Contra tal facto, unamo-nos e criemos uma vida feita em comum…

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Tuesday, April 24, 2007

Espírito reciclador precisa-se

Proteger o ambiente através da reutilização dos sacos pagos que são mais robustos

Eis o grande lema que não é seguido em Portugal!

Razões:

1. Protecção do ambiente. Infelizmente só para aí uns 10% da população portuguesa (estimativa minha) sabem o que é que quer dizer esta expressão. As associações mais comuns para protecção e ambiente fogem ao âmbito que aqui se lhes pretende dar.

2. Reutilização. Outra palavra cuja semântica está muito longe do português médio. “Já ouvi falar nessa coisa dos ecopontos, mas dá muito trabalho separar o lixo”… Reduzir, Reutilizar e reciclar deveriam ser as primeiras palavras a ensinar às crianças numa disciplina de educação para a cidadania.

3. Sacos pagos. “O que é isso?” Apesar da evolução registada nos últimos anos a verdade é que a grande maioria das cadeias de super e hipermercados continuam a dar sacos para as compras. E nas cadeias que comercializam os sacos, o preço é tão irrisório que chega a ser rídículo. E claro que o zé povinho aproveita para levar kilos e kilos de sacos para casa… “Como? Muito fácil!” é só repararmos (não digo para nós, porque ao portuga custa identificar os seus defeitos) quando vamos às compras a uma grande superfície na pessoa que está à nossa frente: ela coloca (sistematicamente) um pacote de arroz num saco (afinal 1kg é um peso enorme para alguém que tem o topo de gama estacionado à porta do dito hipermercado), 2 latas de atum noutro saco (para a criancinha poder ajudar a mamã nas compras), etc!

4. Robustos. Para quê carregar com as compras num saco robusto que me custo no máximo 3 cêntimos (se exceptuarmos os sacos verdes que custas 10 cêntimos) se posso levar 20 sacos de borla e poder cruzar-me no elevador com o vizinho do 2º direito e ele ver que estou cheio de compras.

Tudo isto para dizer que nós portugueses por mais que nos preocupemos com a geração futuro (e não tenho dúvida que o sonho de qualquer pai é que o seu filho tenha mais e melhor do que ele tem) somos daltónicos e só conseguimos ver no máximo até ao final do mês (tempo em que temos de orientar um salário miserável a não ser que sejamos administradores da EPUL)

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Monday, April 23, 2007

Democracia

EU ACREDITO na democracia: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais.
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